quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Capítulo 1 - Na estrada...



       O dia estava nublado e um pouco escuro, mesmo assim a grama da beirada da estrada estava verde.. Curiosamente qualquer pessoa que olhasse para aquele campo não acreditaria que já era inverno.

       Não havia nenhum movimento na estrada, parecia que todas as pessoas decidiram não viajar naquele dia.


      Claire diminuiu a velocidade da sua moto para evitar parte do vento gelado que de alguma forma entrava pelo seu capacete. De calças, jaqueta, botas e cachecol, e ainda sim sentia frio, talvez Claire devesse ter ouvido Mariane e vindo de carro. Mas como uma verdadeira Redfield, ela teimou que não estava tão frio assim e seria possível ir de moto.

       Voltar para Baycoast não estava nos seus planos, mas assim que Vincent ligou para ela praticamente propondo casamento por telefone, ela entendeu que era a hora de encerar o relacionamento.


        Claire gostava dele, mas agora percebeu que não era o suficiente para prender o rapaz em um relacionamento que não teria o futuro que ele esperava.
        Casamento definitivamente não estava nos planos de Claire. Ela pensava que todas aquelas promessas eram inúteis e todos aqueles enfeites eram um desperdício. Para ela qualquer relacionamento poderia ser mais simples, desde que cada um fizesse sua parte, e todo aquele dinheiro gosto nos casamentos e nas festas luxuosas poderiam ser muito melhor aproveitados se o transformassem em comida para os necessitados.


         Não foi fácil terminar o namoro com Vincent. U rapaz chorava, e Claire se sentia a grande vilã daquela história. Ela ainda não sabia quanto tempo ficaria na nova unidade da SaveTerra com as crianças e sabia que não seria justa com Vincent se deixasse para conversar com ele só quando retornasse. O rapaz inconformado disse que estava apenas precisando de um tempo para pensar e assegurou que em duas ou três semanas iria atrás dela para que pudessem conversar novamente. Claire não conseguiu pedir para que ele jamais voltasse a procura-lá.


         Claire voltava para para unidade SaveTerra de Bayoast, conhecido como Blossom Hill. Blossom Hill era uma pequena comunidade fundada por Claire e Mariane, para onde estavam levando muitas crianças órfãs, cujo os pais foram vitimas do bio-terrorismo e o desastre que aconteceu em Raccoon City.

          Claire avistou a pequena ponte na estrada da Blossom Hill, embora ainda pudesse notar o verde do jardim, Claire percebeu que não haviam mais flores. Elas já haviam se despedido para que o inverno pudesse voltar. Ela deu a volta pela casa principal, estacionando sua moto do lado da escada que levava a lavanderia. Claire não retirou o capacete, subiu as escadas correndo em busca de um lugar mais quente. Abriu a porta apressadamente e colocou-se em frente ao fogão.


- Ahhh! Um alien!! - Uma das crianças gritou correndo para a sala.


           
Claire olhou para trás envergonhada.. Uma mulher com capacete parada na frente o fogão não era nada normal e muito menos comum. Ela tentou disfarçar, retirando o capacete.


- Tudo bem, Claire? - Mariane apareceu na porta

- Tudo bem! Só estou com frio. - Ela sorriu desconcentrada

- Bem, avisei que deveria ter ido de carro. - Mariane disse

- Mas precisamos economizar, então a moto foi a melhor escolha. - Claire respondeu.


           
Mariane virou os olhos e colocou uma caneca com água em cima do fogão.


- As crianças querem mais chá e o sr. Collins está ocupado descascando os legumes para o jantar. - Disse Mariane.


           
Gary Collins era o cozinheiro das crianças e morava com sua família em uma das casas daquela pequena comunidade. As crianças adoravam aquele senhor bondoso e que cozinhava como ninguém.


            Mariane era uma mulher de meia idade, perdeu seu marido para o câncer quatro anos atrás e nunca teve filhos. Por isso resolveu unir-se ao projeto da SaveTerra, tornando-se muito amiga de Claire.
           Assim como Claire, Mariane tinha agora muitos filhos, com idade entre 2 e 8 anos.


- Claire! Claire! Vamos brincar de twister? - Hellen, uma garotinha loira de seis anos, puxava Claire pelo braço 

- Vamos! Vamos esquentar! Claire respondeu pegando a menina nos braços e caminhando para a sala. 

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       A estrada solitária indicava o início de inverno, parecia que todas as pessoas decidiram permanecer em casa naquele domingo. E eram perfeitamente compreensível que as pessoas preferissem a própria cama ou o próprio sofá com cobertores e um chá ou chocolate quente.


        Leon não teve muito tempo de escolher onde queria estar naquele momento. A morte de um velho amigo seu policial, Jeremy, fez com que Leon se oferecesse para levar os filhos dele pessoalmente até um local agradável onde eles pudessem encontrar outras crianças que tivessem passado por situações semelhantes.


         Conviver com pessoas que enfrentam dores e perderam pessoas também, poderia fazer com que um ajuda-se no processo de recuperação do outro. E Leon não confiava em ninguém mais do que Claire para lidar com crianças.


          Jeremy e Leon se conheceram quando ainda estavam treinando para seguir a carreira policial. Eles nunca tiveram a chance de trabalhar juntos, pois Leon perdeu a hora no seu primeiro dia de trabalho em Raccoon City. Jeremy era viúvo e rinha dois filhos, Dylan, um garoto de seis anos, e Anne, uma garota de doze anos.


            Diante da morte do amigo e vendo seus filhos órfãos, Leon sabia que a melhor forma de honrar aquela amizade seria garantir que as crianças fossem bem cuidadas, e apesar de não serem vitimas do bio-terrorismo, Leon sabia que ficar com Claire seria o melhor para eles, já que não contavam com mais ninguém. Leon ligou para Claire na parte da manhã, mas apenas conseguiu falar com Mariane, que deu permissão para que ele levasse as crianças.


          Assim que passou pela ponte, Leon admirou o lugar.. No verão ele tinha certeza que aquele jardim iria se tornar um lugar muito bonito onde as crianças poderiam correr livres. Estacionando na estrada, Leon pegou as duas malas enquanto as crianças desciam do carro.


       Leon tocou a campainha esperando que atendessem logo, pois estava bem frio lá fora.


       Quando uma mulher ruiva abriu a porta, Leon logo pensou que fosse Claire e preparava-se para dizer algo quando parou. A mulher não apenas era bem mais velha do que Claire, como também mais ruiva. Leon sorriu e balançou a cabeça.


- A senhora deve ser Mariane. - Disse Leon.

- Sim, entre por favor, sr. Kennedy. - Mariane disse.


       
Eles se cumprimentaram chacoalhando as mãos e em seguida Leon retirou e pendurou seu casaco. Anne e Dylan pareciam muito tímidos, mas logo Mariane aproximou-se deles ajudando-os também a retirarem seus casacos.


- Claire está naquela sala ao lado, brincando com as crianças. - Disse Mariane.


       
Leon agradeceu com um movimento com a cabeça e seguiu para a sala. A porta estava aberta logo, ele viu Claire, ou o bumbum de Claire.
     

        Claire estava com as pernas meio abertas e as duas mãos no chão, deixando o bumbum empinado para o alto, em uma calça jeans preta justa. Leon hesitou por um instante, não sabia se voltava para trás e chama-a primeiramente, ou se entrava totalmente naquela sala...


         Uma das crianças na frente de Claire olhou para Leon e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, Claire colocou sua cabeça entre as pernas, enxergando Leon de ponta cabeça, enquanto ele olhava para o seu bumbum.


- Leon?! - Claire tentou levantar rápido, mas tudo o que conseguiu fazer foi cair, levando consigo duas das crianças para o chão... 



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Oi pessoas...

Esse foi o primeiro capítulo "remasterizado" da fanfiction: Depois De Raccoon City...
Logo postarei os seguintes capítulos..

Até logo.. :

Fanfiction: Depois De Raccoon City (Remake)

Eu decidi apagar todos os capítulos da Fanfiction (Depois De Raccoon City).. Por que? Bom, eu estarei trazendo um "remake" com mudanças (para melhor, é claro...) e com algumas mais alterações.

Bom, é isso.. E hoje mesmo já sai o primeiro capítulo.. Até logo! :)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Nemesis T-Type



       O Nemesis T-Type é uma arma biológica feita com base no T-vírus e um parasita chamado NE-alpha. Nemesis foi desenvolvido com o objetivo de contornar os problemas encontrados em outros tipos de Tyrant, que apresentavam baixa inteligência. Seu nome vem da deusa grega da vingança. 

Criação: 
    O projeto Tyrant, iniciado por Albert Wesker e William Birkin no laboratório da Umbrella em Arklay chegou a uma arma biológica que poderia agir como um soldado e obedecer a ordens, mas o ataque do T-vírus aos neurônios do hospedeiro atrapalhava a execução de tarefas, devido ao déficit de inteligência causado. Enquanto isso, um segundo grupo de pesquisadores da divisão europeia da Umbrella buscava uma alternativa para evitar a perda de inteligência das cobaias. Inicialmente, tentou-se uma abordagem cirúrgica, que não rendeu muitos resultados. Com o passar dos anos, a divisão americana da Umbrella acabou conseguindo aprimorar o modelo inicial do “Proto Tyrant”, gerando o modelo T-002, enquanto a filial europeia chegou ao parasita NE-alpha.


  Inicialmente o parasita foi testado em Hunters e posteriormente em cobaias humanas, mas sempre agia de forma muito agressiva, matando grande parte de seus hospedeiros.

    Em 1998, após o incidente da mansão, os problemas apresentados pelo Tyrant T-002 fizeram com que a Umbrella percebesse que o projeto ainda precisaria ser aprimorado. O progresso nas pesquisas do laboratório europeu da empresa levou à forma final do parasita NE-alpha. O objetivo era, a partir de agora, modificar o conceito do Tyrant e criar uma nova forma de vida que pudesse agir como um soldado, mas que tivesse um maior nível de inteligência, aumentando sua eficiência.

    O NE-alpha é implantado na medula espinhal de um Tyrant do tipo T-103 e catalisa os neurônios infectados pelo T-vírus, causando a invasão do cérebro por um novo tipo celular, que ganha controle do sistema nervoso central do hospedeiro. O parasita acaba por formar um segundo cérebro atrás do original, comandando as ações do sistema nervoso como um todo. Esse processo melhora a inteligência do Nemesis T-Type consideravelmente.
   A inteligência aprimorada do Nemesis T-Type permite a execução de ordens de forma mais precisa, incluindo tomadas de decisão próprias sem a necessidade de comando constante, além da capacidade de manejar armas complexas. Tudo isso seria completamente inviável em um Tyrant comum, como o T-103.
   A equipe de pesquisa europeia responsável pela criação do Nemesis T-Type desenvolveu quatro modelos da criatura. Um deles manteve, inclusive, a capacidade de livre arbítrio durante um estágio de desenvolvimento do projeto e tentou escapar, mas foi destruído. Apesar da base do Nemesis T-Type ser um Tyrant T-103, o parasita NE-alpha é o grande responsável por esse desenvolvimento mental. Nos modelos seguintes, a inteligência gerada pelo NE-alpha foi restringida nas cobaias para evitar maiores problemas, mas a capacidade de cumprir ordens com eficiência foi mantida.


   Graças às secreções produzidas pelo parasita, o Nemesis T-Type tem grande capacidade regenerativa, muito maior que a de outras B.O.W.s. No entanto, essa característica tem um alto preço, gerando mutações descontroladas no corpo do hospedeiro. O grande poder mutagênico de Nemesis também é contido com uma roupa protetora especial desenvolvida pela Umbrella. A destruição dessa proteção acarreta no desencadeamento de alterações físicas no corpo do Nemesis T-Type.



A arma biológica perfeita: 


    No incidente em Raccoon City, o Tyrant enviado era o segundo modelo do Nemesis T-Type, chamado Nemesis T-02. Este passou por um grande período de treinamento e foi lançado na cidade para executar ordens de destruição dos S.T.A.R.S. sobreviventes.


    Brad Vickers foi eliminado pela criatura na porta do Departamento de Polícia de Raccoon City, e fez outras vítimas, como o membro da U.B.C.S. Mikhail Viktor.

Brad Vickers morto pelo Nemesis.



Mikhail Viktor lutando contra Nemesis, antes de sua morte.































    Jill Valentine, que ainda estava na cidade durante o espalhamento do T-vírus, quase se tornou vítima do Nemesis T-Type ao ser infectada com o T-vírus na Torre do Relógio de Saint Michael; mas Carlos Oliveira foi capaz de salvá-la utilizando uma vacina criada no Hospital de Raccoon City. O confronto também causou graves danos à criatura. Ao ser atingido por chamas, a roupa protetora do Nemesis T-Type foi rompida, desencadeando o processo de alterações descontroladas de sua forma inicial.


     A segunda forma da criatura apresentou um desenvolvimento inicial de tentáculos, que já estavam presentes na forma inicial, mas permaneciam escondidos pela roupa protetora. O descontrole no desenvolvimento de alterações progride até que ocorre o início da destruição do cérebro original do Tyrant que serviu de hospedeiro para o parasita NE-alpha, ativando sistemas de defesa que geram mutações ainda mais descontroladas.


    Em um novo confronto com Jill Valentine na Dead Factory, o Nemesis T-Type foi sofreu danos graves após ter caído em um tanque de eliminação de resíduos da Umbrella. Por fim, a criatura tornou-se uma espécie de órgão digestivo, com a aparição de bolhas repletas de ácido que pode ser expelido.

    Jill se viu cercada pelo monstro em uma das salas da fábrica abandonada, onde havia sido travada uma batalha entre a Umbrella e o Exército Norte Americano. No local, havia a arma sobre trilhos “Espada de Paracelsus”. Nemesis passou, então, por uma última mutação após se alimentar do cadáver de um Tyrant T-103, morto durante o 

confronto anterior. Jill usa a arma sobre trilhos para eliminar a massa disforme em que se transformara o Nemesis T-Type, e finaliza a vida da criatura com uma Magnum.


  Formas: 


Primeira forma: 


   
   A forma original de Nemesis, criada a partir de um Tyrant. As secreções do parasita dão à criatura uma aparência assustadora e única. Sua principal arma de manejo é o lança-mísseis.




Nemesis
Tyrant


Segunda forma: 

     Uma forma mutante de Nemesis, que ainda apresenta algumas limitações nas modificações graças ao restante de roupa protetora que permaneceu no corpo da criatura. O número aumentado de tentáculos é resultado do processo regenerativo desencadeado pelas queimaduras causadas pelas chamas na Torre do Relógio. Possui maior capacidade de ataque do que a primeira forma.








Terceira forma: 


 
    É a forma final do Nemesis T-Type, o resultado da dominação dos instintos de sobrevivência do parasita sobre o programa de ataque. A criatura se transforma em um órgão digestivo gigante cujo objetivo principal é caçar presas, lançando soluções ácidas em direção a elas. Nesse estágio, a inteligência do Nemesis T-Type decai severamente, mas de alguma forma, a ordem de eliminar os S.T.A.R.S permanece como um objetivo.










Nemesis em Resident Evil Operation Raccoon City:





Nemesis aparece em Resident Evil: Operation Raccoon City em dois momentos distintos:

CAMPANHA DO WOLFPACK – USS

    Na campanha principal do jogo, Nemesis é alvo de uma das missões do esquadrão da Umbrella. Nemesis fugiu do controle da empresa, e o jogador deve extrair o parasita NE-Beta do cérebro de um Tyrant T-103 e injetá-lo em Nemesis para que ele volte a obedecer os comandos da Umbrella e seguir com sua missão. Porém a tarefa é extremamente complicada, já que Nemesis está descontrolado e destrói tudo e todos que cruzam o seu caminho. Após uma incessante batalha, o Wolfpack finalmente consegue injetar o parasita no cérebro de Nemesis, que imediatamente recobra sua “consiência”, pega sua rocket launcher e parte para sua principal missão: eliminar os S.T.A.R.S. sobreviventes.



CAMPANHA DO ECHO SIX – SPEC OPS

   Na campanha DLC de REORC, o jogador encontra com Nemesis em dois momentos diferentes: no primeiro, o Echo Six deve conter o avanço das forças da USS que tem o reforço de Nemesis. No segundo momento, o esquadrão da Spec Ops vê Nemesis derrubando o helicóptero na Clock Tower e parte para lá, imaginando que Jill Valentine estivesse passando por apuros. Ao chegar no local, a batalha entre Jill e Nemesis já aconteceu, e os soldados das forças do governo dão cobertura para que Carlos leve a moça a um local seguro, atrasando Nemesis. Inicia-se então uma perseguição que passa pelos esgotos de Raccoon e termina numa fundição subterrânea, onde o Echo Six faz uso das caldeiras para derrotar Nemesis momentaneamente e poder prosseguir com a missão.




Aparições:

Resident Evil 3, Resident Evil: The Umbrella Chronicles, Resident Evil: Operation Raccoon City, Ultimate Marvel vs Capcom 3.




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Progenitor vírus (Primeiro vírus)

Origem: Vírus encontrado na flor Sonnentreppe.

Criado/descoberto em: 1966


Por: Brandon Bailey, Ozwell Spencer (fundador da Umbrella) e James Marcus (fundador e pesquisador da Umbrella)


Cura/tratamento: Não.


Presente em: Resident Evil, Resident Evil CODE: Veronica, Resident Evil: Remake, Resident Evil Ø, Resident Evil: The Umbrella Chronicles, Resident Evil 5



        O Progenitor vírus foi o alicerce base de toda a fundação da Umbrella. Foi para encobrir as pesquisas com ele que Ozwell Spencer, James Marcus e Edward Ashford fundaram a Umbrella como indústria farmacêutica.


        O Progenitor, ou vírus Mãe, tinha propriedades fantásticas, mas uma série de restrições e problemas para o cultivo da flor Sonnentreppe fizeram com que o desenvolvimento do vírus e das pesquisas em torno dele, fossem mais problemáticas do que imaginavam os três fundadores da Umbrella.

A descoberta:

Anos 1960

       Durante o século XIX, Henry Travis, irmão caçula da família Travis, fundadora da Travis Trading, realizou expedições à África e fez um conjunto de anotações sobre diversos aspectos do continente, como registros de animais, plantas e da cultura dos nativos. A partir das anotações de Henry, a Travis Trading instituiu uma base na África, passou a explorar recursos naturais locais e a recolher amostras de animais e vegetais da região.

        Ozwell E. Spencer teve acesso aos dados coletados por Henry Travis e ficou extremamente interessado pelas descobertas. Seu principal interesse estava nas informações sobre a cultura de uma tribo denominada Ndipaya. Seguindo as pistas de Travis, James Marcus, Ozwell E. Spencer e Edward Ashford comandaram uma expedição ao Oeste Africano em setembro de 1966. Foi encontrada uma planta utilizada nos rituais da tribo Ndipaya e descrita por Travis, que era cultivada em um jardim subterrâneo, chamado “Jardim do Sol”. A flor da planta era utilizada para a escolha do chefe do grupo e selecionar os guerreiros mais fortes, os únicos capazes de sobreviver aos efeitos tóxicos da planta, e que se tornariam ainda mais poderosos ao consumí-la. Spencer estava extremamente interessado nessas informações e os membros da expedição passaram a investigar a planta.

      Em dezembro de 1966, um vírus capaz de recombinar o DNA de organismos vivos foi isolado por Ozwell E. Spencer, Edward Ashford e James Marcus a partir da Sonnentreppe. Batizado de Progenitor, este é um vírus de RNA, também chamado de Retrovírus*.

      Em fevereiro de 1967, amostras da Sonnentreppe e do Progenitor foram levadas aos Estados Unidos para a produção de vírus em massa. O grupo tentou cultivar a planta contendo o vírus fora do seu ambiente original, mas, embora as plantas crescessem, não continham o Progenitor. Isso acabou forçando a permanência de James Marcus e um aluno, Brandon Bailey, na África. Bailey e Marcus buscavam formas de descobrir qual era o fator que influenciava no aparecimento do vírus na flor da Sonnentreppe, como mudanças no solo, temperatura e exposição à luz. Neste mesmo ano, Spencer passaria os laboratórios secretos abaixo da mansão que mandou construir nas Montanhas Arklay, nas redondezas de Raccoon City, como centro de pesquisas do Progenitor. As descobertas com o vírus estimulam Spencer a pensar em abrir uma empresa farmacêutica de fachada para financiar as pesquisas com o Progenitor.

        As primeiras cobaias do projeto foram membros da família de George Trevor, o arquiteto da construção. Jessica e Lisa Trevor, respectivamente esposa e filha de George, receberam duas variantes do vírus. Jessica recebeu o Progenitor Tipo A e Lisa, o Tipo B. O vírus falhou em se estabelecer em Jessica, que não resistiu e morreu em três dias, mas mostrou potencial em Lisa, que foi colocada em observação. Nela, foi observada plasmólise de tecido durante a ativação celular e houve fusão do vírus com as células, ainda que com atraso. Após a administração do Progenitor, Lisa apresentou alterações comportamentais, ao mesmo tempo em que se tornou bem mais agressiva, agia em alguns momentos como uma criança, em busca de sua mãe. Lisa também se tornou mais resistente e forte; tinha a perturbadora peculiaridade de arrancar os rostos de suas vítimas e colocá-los sobre o próprio. A observação mais marcante é que as repetidas tentativas de destruí-la falharam: Lisa parecia resistir à morte, independente do que fosse feito. Ela acabou mantida em segredo por Spencer no laboratório em Arklay e usada posteriormente como cobaia da Umbrella por muitos anos.



Fundação da Umbrella, Projeto W, e o desenvolvimento de novos vírus: 


1968 – 2008


   
     Em 1968, Spencer, Ashford e Marcus fundam a Umbrella Corporation, como uma empresa farmacêutica de fachada para o financiamento da pesquisa do Progenitor e no desenvolvimento de armas biológicas. O Centro de Treinamento de profissionais fica a cargo de James Marcus, com o objetivo de desenvolver uma nova geração de funcionários-modelo para servir ao futuro da empresa. Em julho do mesmo ano, Edward Ashford acaba morrendo após contrair o Progenitor "acidentalmente".


      Enquanto tudo vai muito bem em Raccoon City, Brandon Bailey permanece na África, enviando amostras do Progenitor para os Estados Unidos, já que não houve possibilidade de cultivar a planta contendo o Progenitor fora do Jardim do Sol. A permanência dos pesquisadores nas terras da tribo Ndipaya começa a gerar conflito com os nativos. Com isso, a Umbrella passa a travar uma disputa para tomar o Jardim do Sol para si. Ao conseguirem expulsar a tribo do Jardim do Sol, a Umbrella inaugura seu Centro de Pesquisas na África.

     Em 1977, Marcus aprimora o Progenitor a partir da inserção do DNA de sanguessugas no vírus, criando uma nova linhagem, o T-Vírus. Posteriormente, o Progenitor também serviria de base para o desenvolvimento do vírus T-Veronica por Alexia Ashford.

     Embora a pesquisa do Progenitor e de suas variantes, como o T-vírus, visassem à produção de armas biológicas, Spencer possuía um plano próprio. Seu objetivo era semelhante ao dos rituais da tribo Ndipaya: selecionar os indivíduos superiores do planeta, e conferir a eles capacidades especiais. Com essa raça superior de seres humanos ao seu lado, Spencer buscava ser nada mais nada menos do que uma espécie de Deus.

      Para alcançar seu objetivo, Spencer iniciou o Projeto W, ou Plano Wesker. O objetivo primordial de Spencer era impulsionar a seleção natural na população. Esse estágio forçado de evolução poderia dar aos humanos sobreviventes aumento na força e inteligência, mas não afetaria a lógica ou características gerais. Para evitar que a seleção de indivíduos indesejáveis ao projeto, centenas de crianças nascidas de pais de intelecto superior, de várias nacionalidades, foram recolhidas e Spencer passou seus valores a essas crianças. A elas foi dado o sobrenome Wesker, e após o fim de sua doutrinação, foram colocadas em ambientes controlados em vários locais do mundo, sob o olhar da Umbrella e todas receberam a melhor educação disponível no local onde estavam.

      Em determinado estágio de suas vidas, os indivíduos selecionados pelo projeto Wesker deveriam receber uma amostra do vírus Progenitor, para fazer transparecer as crianças Wesker mais capacitadas. As sobreviventes fariam parte de um mundo de seres especiais, liderado por Spencer.

     Albert Wesker foi um dos indivíduos escolhidos para fazer parte do Plano Wesker. Demonstrando grande potencial, foi selecionado para trabalhar como pesquisador aos 18 anos no Centro de Treinamento da Umbrella, em 1977. Em 1978, ele passa a trabalhar no laboratório da Mansão Spencer, em Arklay. Vinte anos depois, ele recebeu uma amostra de uma variante do vírus Progenitor do colega de trabalho, William Birkin.

       Birkin enviou um memorando a Albert contando alguns detalhes e instruções para o uso do vírus, que viria de um estoque de mutações. Para o vírus produzir seus efeitos, a pessoa infectada deveria ter a morte revertida; para isso, o vírus deveria ser injetado 5 minutos antes da morte. Albert pôs-se em frente à cápsula do Tyrant no laboratório em Arklay de propósito, para ser atacado e morto pela criatura, esperando que o vírus revertesse sua morte e ele pudesse usufruir das modificações fisiológicas geradas por este. Havia o risco de 10% de sua morte não ser revertida, e de 20% de ressurreição sem efeitos maiores. Albert estava no grupo dos 70% bem sucedidos que conseguiam voltar à vida e apresentar modificações na circulação sanguínea, na atividade muscular, que resultavam em força e agilidades sobre-humanas. Albert foi uma exceção. A maioria das crianças Wesker morreu, restando apenas outro sobrevivente, Alex.

     O equilíbrio entre Wesker e seu vírus não era perfeito. Para controlar as prováveis mutações desfavoráveis, ele precisava fazer uso do PG67A/W, um soro, provavelmente desenvolvido pela Tricell, que deveria ser utilizado em quantidades precisas.



O fim de um Deus:


2008



     Com o fracasso do Projeto W, que acabou se mostrando seletivo demais com as cobaias, Spencer viu seu ideal de ser um deus ruir enquanto a idade o corroía. Contando com as pesquisas desenvolvidas por Alex Wesker, Spencer pretendia reverter os efeitos da velhice avançada com um vírus da imortalidade. Uma outra característica do Progenitor era suprimir encurtamento dos telômeros do DNA, regredindo assim o processo de envelhecimento. Spencer acreditava que estudando o Progenitor, poderia descobrir uma forma de tornar-se imortal. No entanto, as esperanças de Spencer são totalmente frustradas pelo desaparecimento de Alex e dos dados da pesquisa. Ironicamente, Spencer teve seu fim não pela idade, mas sim pelas mãos de Albert Wesker, sua criança mais promissora.


    Em 2007, a Tricell reabre o antigo Centro de Pesquisas da Umbrella na Áfica. A mando de Excella Gionne e Albert Wesker, os pesquisadores da empresa conseguiram extrair o vírus Progenitor da flor da Sonnentreppe. A partir do vírus, a Tricell desenvolveu armas biológicas como o Licker Beta.

    As descobertas da Tricell no Jardim do Sol também deram origem ao desenvolvimento do vírus Uroboros, provavelmente uma variante do Progenitor. O Uroboros seria usado por Wesker em planos semelhantes ao de Spencer, para selecionar uma raça superior de seres humanos.

* Os vírus de RNA são mais susceptíveis a mutações por não possuírem um mecanismo de correção de erros durante a duplicação do seu material genético.
** Telômeros são porções do DNA que são constituídas de proteínas e material genético não codificante (que não geram proteínas) que se repetem diversas vezes. A cada divisão celular, uma parte dos telômeros é perdida. Ao longo da vida do indivíduo, vários pedaços dos telômeros são perdidos, resultando em um impedimento da multiplicação celular, e portanto da renovação de células. O encurtamento dos telômeros é, portanto, a grande causa do envelhecimento.